O QUE NÃO PODE FALTAR EM UM BANHEIRO PCD? CONFIRA!
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O que não pode faltar em um banheiro PcD? Confira!

Construir uma sociedade mais inclusiva é um dever de todos, e a acessibilidade em espaços públicos e privados é um dos pilares fundamentais dessa jornada. Quando falamos em acessibilidade, um dos ambientes que exige maior atenção é o banheiro.

Projetar um banheiro PcD (Pessoa com Deficiência) não é apenas uma questão de cumprir a legislação, mas sim de garantir dignidade, autonomia e, acima de tudo, segurança para seus usuários.

Muitas vezes, detalhes que passam despercebidos no dia a dia podem se tornar grandes barreiras. Por isso, a criação de um banheiro PcD funcional é guiada por normas técnicas precisas, que visam eliminar esses obstáculos e promover uma experiência de uso independente e tranquila. A principal referência no Brasil para essa tarefa é a norma ABNT NBR 9050, que estabelece os critérios e parâmetros técnicos a serem observados.

Hoje vamos detalhar os itens indispensáveis, as adaptações necessárias e as especificações técnicas que não podem faltar em um projeto de banheiro acessível. Além disso, destacaremos um componente de segurança que é crucial, mas nem sempre recebe a devida atenção: o alarme audiovisual de emergência.

A base de tudo: o que diz a norma ABNT NBR 9050 sobre o banheiro PcD

Antes de listarmos os equipamentos, é essencial entender o conceito por trás de um banheiro PcD bem projetado. A NBR 9050 foca em garantir que uma pessoa, mesmo com mobilidade reduzida ou em uma cadeira de rodas, consiga utilizar o espaço de forma autônoma. Para isso, a norma estabelece requisitos espaciais rigorosos.

O primeiro ponto é a área de circulação. O banheiro precisa ter um espaço livre que permita a uma pessoa em cadeira de rodas manobrar sem dificuldades. A norma exige uma área para rotação de 360°, com um diâmetro mínimo de 1,50 metro livre de qualquer obstáculo. Esse espaço é vital para que o usuário possa se posicionar adequadamente para usar os equipamentos.

Além da área de manobra, são fundamentais as áreas de transferência. Elas são os espaços livres ao lado e em frente à bacia sanitária e ao lavatório, que permitem ao cadeirante se transferir da cadeira para o vaso ou se aproximar da pia com segurança. Sem essas áreas devidamente dimensionadas, a usabilidade do banheiro fica completamente comprometida.

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Itens indispensáveis para a segurança e funcionalidade

Com o espaço físico garantido, o próximo passo é a instalação correta dos equipamentos e acessórios. Cada item possui uma função específica para auxiliar o usuário.

Barras de apoio: o principal ponto de segurança

As barras de apoio são, talvez, o elemento mais reconhecido de um banheiro acessível. Elas são essenciais para oferecer estabilidade, auxiliar no equilíbrio e facilitar a transferência da cadeira de rodas para a bacia sanitária e vice-versa. A instalação incorreta ou a ausência dessas barras pode causar acidentes graves.

A norma determina a posição e o tipo de barra para cada área. Ao lado da bacia sanitária, por exemplo, é necessária a instalação de barras nas paredes lateral e de fundo. A barra lateral deve ter no mínimo 80 cm de comprimento e ser instalada a uma altura de 75 cm do piso acabado. 

Além disso, é recomendada uma barra vertical para auxiliar no movimento de sentar e levantar. Dentro do box, as barras também são obrigatórias para garantir a segurança durante o banho. É crucial que elas sejam fixadas de maneira robusta, suportando o esforço e o peso a que serão submetidas.

Bacia sanitária e lavatório: altura e acesso corretos

A altura dos equipamentos é um fator determinante para a autonomia do usuário. Uma bacia sanitária ou um lavatório muito alto ou muito baixo pode impossibilitar o uso por uma pessoa em cadeira de rodas.

A bacia sanitária deve ter sua altura, medida da borda superior até o piso, entre 43 cm e 45 cm. Essa medida é calculada para facilitar a transferência, alinhando a altura do assento sanitário com a da cadeira de rodas. O sistema de descarga também precisa ser acessível, com acionamento por alavanca, botão embutido na parede ou outro dispositivo que não exija força excessiva.

O lavatório, por sua vez, deve ser do tipo suspenso ou de coluna que não obstrua a aproximação frontal de um cadeirante. A borda superior deve estar a uma altura entre 78 cm e 80 cm do piso, e a parte inferior precisa ter um espaço livre de no mínimo 73 cm de altura. Isso permite que o usuário encaixe as pernas sob a pia e utilize a torneira confortavelmente.

Falando em torneiras, os modelos mais recomendados são os de acionamento por alavanca, por pressão ou com sensores fotoelétricos, pois não exigem o movimento de rotação do punho, que pode ser difícil para pessoas com certas limitações motoras.

Acessórios ao alcance de todos

Os acessórios também devem ser instalados em posições estratégicas. O espelho, por exemplo, deve ter sua base inferior a uma altura de 90 cm do piso e a borda superior a, no máximo, 1,90 m. Uma leve inclinação de 10° é recomendada para facilitar a visualização tanto por pessoas em pé quanto sentadas.

Saboneteiras, toalheiros e papeleiras devem ser instalados em uma faixa de alcance acessível, geralmente entre 80 cm e 1,20 m de altura do piso, posicionados de forma que não interfiram nas áreas de transferência e circulação.

Elementos estruturais: a base de um banheiro acessível

A estrutura do banheiro também é parte crucial do projeto de acessibilidade. Portas e pisos inadequados podem criar barreiras intransponíveis.

A porta deve ter um vão livre de no mínimo 80 cm e, preferencialmente, abrir para fora do banheiro. Isso evita que, em caso de uma queda ou emergência, a pessoa caída obstrua a abertura da porta, impedindo o socorro. As maçanetas devem ser do tipo alavanca, que são mais fáceis de manusear.

O piso é um item de segurança fundamental. Ele deve ser antiderrapante, tanto em áreas secas quanto molhadas, para prevenir quedas. Além disso, não pode haver desníveis ou degraus. Caso haja um ralo, a grelha deve estar nivelada com o piso.

O alarme audiovisual: um item indispensável para emergências

Chegamos a um dos itens mais importantes para a segurança, mas que infelizmente ainda é negligenciado em muitos projetos: o alarme de emergência audiovisual. Este dispositivo é a garantia de que, em uma situação de perigo, como uma queda, um mal-estar súbito ou qualquer outra dificuldade, o usuário poderá pedir ajuda de forma rápida e eficiente.

O funcionamento é simples, mas extremamente eficaz. Ao ser acionado, o alarme emite um sinal sonoro e um sinal luminoso do lado de fora do banheiro, em um local de grande circulação, como um corredor ou uma recepção. Isso alerta as pessoas próximas de que alguém precisa de assistência imediata.

A NBR 9050 é muito clara sobre a sua instalação. O botão de acionamento deve estar localizado a uma altura de 40 cm do piso, próximo à bacia sanitária. Essa altura é estratégica, pois permite que até mesmo uma pessoa caída no chão consiga alcançá-lo. O dispositivo de alerta, com som e luz, deve ser instalado em um local que garanta que o chamado de emergência será prontamente atendido.

Investir em um alarme audiovisual é pensar no cenário mais crítico e oferecer uma solução que pode salvar vidas. É um componente que transforma um banheiro acessível em um ambiente verdadeiramente seguro, proporcionando tranquilidade tanto para o usuário quanto para os responsáveis pelo estabelecimento.

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Mais que norma, um ato de inclusão

Projetar e construir um banheiro PcD em conformidade com a NBR 9050 é um passo essencial para promover a inclusão. Cada detalhe, desde as dimensões do espaço até a altura de um acessório, contribui para criar um ambiente onde todos possam ter sua autonomia e privacidade respeitadas.

Barras de apoio, altura correta de louças e metais, portas largas, pisos seguros e, de forma crucial, um sistema de alarme de emergência, são elementos que, juntos, compõem um espaço que vai além da funcionalidade básica, oferecendo segurança real e dignidade aos seus usuários.

Garantir a acessibilidade é um reflexo dos valores de uma empresa ou instituição. É demonstrar, na prática, o compromisso com o respeito e a igualdade.

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