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COMO TORNAR QUARTOS DE CASAS DE REPOUSO MAIS SEGUROS PARA IDOSOS COM DEMÊNCIA
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Como tornar quartos de casas de repouso mais seguros para idosos com demência

O envelhecimento da população trouxe novos desafios para instituições que cuidam de idosos, especialmente quando falamos de pessoas com Alzheimer e outros tipos de demência. 

Mais do que oferecer conforto, as casas de repouso precisam criar ambientes preparados para reduzir riscos, facilitar o atendimento da equipe e garantir que o residente receba ajuda rapidamente quando precisar.

Dentro dessa realidade, a segurança dos quartos e banheiros se torna um ponto fundamental. Afinal, muitos idosos institucionalizados apresentam limitações de mobilidade, alterações cognitivas e maior dependência para atividades do dia a dia.

Em instituições de longa permanência, a prevenção de quedas, a comunicação eficiente com os cuidadores e o uso de tecnologias de apoio são fatores que contribuem para um atendimento mais seguro e humanizado.

Para gestores de casas de repouso, entender esses riscos é o primeiro passo para estruturar ambientes mais preparados para idosos com demência.

Por que idosos com demência precisam de ambientes mais seguros?

A demência provoca alterações que vão além da perda de memória. Condições como o Alzheimer podem afetar orientação espacial, equilíbrio, percepção de riscos e capacidade de solicitar ajuda em situações de emergência.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais convive com demência, representando milhões de pessoas no país. A tendência é de crescimento nas próximas décadas, acompanhando o envelhecimento populacional.

Dentro das instituições de longa permanência, esse cenário é ainda mais presente. Estudos realizados com idosos institucionalizados identificaram prevalências elevadas de demência, chegando a mais da metade dos residentes avaliados em algumas pesquisas.

Na prática, isso significa que muitas casas de repouso precisam lidar diariamente com moradores que podem:

  • esquecer orientações de segurança;
  • levantar sozinhos sem perceber riscos;
  • ter dificuldade para encontrar ou acionar ajuda;
  • apresentar alterações de equilíbrio e coordenação motora;
  • precisar de acompanhamento constante.

Por isso, o ambiente precisa ser pensado não apenas para conforto, mas também para prevenção de acidentes e resposta rápida em situações críticas.

Leia também: Asilos de idosos: como escolher a instituição ideal?

Quedas são um dos principais riscos dentro das instituições

As quedas estão entre os eventos mais frequentes e preocupantes em instituições de longa permanência para idosos.

Estudos brasileiros apontam diferentes taxas de ocorrência. Pesquisas realizadas em ILPIs encontraram prevalências entre 27,5% e 48,5%, dependendo da população analisada e do período avaliado. 

Outras revisões identificam valores próximos a 40%, mostrando que uma parcela significativa dos idosos institucionalizados sofre ao menos uma queda ao longo do ano.

Além da frequência, existe outro fator de preocupação: idosos que vivem em instituições apresentam maior risco de queda quando comparados àqueles que vivem na comunidade.

Entre os principais locais onde esses acidentes acontecem estão:

  • quartos;
  • banheiros;
  • áreas de circulação.

O quarto merece atenção especial porque muitas quedas acontecem justamente no momento em que o idoso tenta levantar da cama, caminhar sozinho ou realizar uma atividade sem supervisão.

Em idosos com demência, esse risco aumenta. Alterações cognitivas podem fazer com que o residente não reconheça suas próprias limitações ou não consiga avaliar quando precisa pedir ajuda.

O problema não termina na queda: o tempo até o atendimento também importa

Quando um idoso cai, o tempo até receber assistência pode fazer diferença no resultado do atendimento.

Um dos conceitos estudados na geriatria é o chamado “long lie”, que representa o período prolongado em que uma pessoa permanece no chão após uma queda sem conseguir se levantar.

Esse tempo de espera pode aumentar riscos como:

  • desidratação;
  • hipotermia;
  • lesões por pressão;
  • agravamento de ferimentos;
  • maior impacto emocional.

Um estudo publicado no BMJ com idosos acima de 90 anos mostrou que grande parte das quedas aconteceu quando a pessoa estava sozinha. Entre aqueles que sofreram quedas com permanência prolongada no chão, muitos não conseguiram se levantar sem ajuda.

O estudo também identificou uma relação entre comprometimento cognitivo e maior dificuldade para sair dessa situação.

Esse ponto é especialmente relevante para gestores de casas de repouso: o objetivo não deve ser apenas evitar que o acidente aconteça, mas garantir que, caso aconteça, o chamado de ajuda seja realizado da forma mais rápida possível.

Como a tecnologia ajuda na prevenção de quedas em casas de repouso?

A prevenção de quedas envolve diferentes medidas: organização do ambiente, treinamento da equipe, acompanhamento dos residentes e recursos tecnológicos.

Um sistema de chamada eficiente funciona como uma ponte entre o idoso e o profissional responsável pelo atendimento.

A chamada ao alcance da mão permite que o residente solicite ajuda quando perceber uma necessidade, inclusive em situações em que esteja impossibilitado de caminhar até outro ponto do quarto.


A combinação entre acionador, sinalização adequada e uma rotina organizada de atendimento ajuda a reduzir o tempo de resposta da equipe.

É importante destacar que nenhum equipamento substitui o acompanhamento humano. Para idosos com demência, especialmente aqueles com maior comprometimento cognitivo, pode existir dificuldade em lembrar ou conseguir acionar um botão durante uma emergência.

Por isso, a tecnologia deve trabalhar junto com protocolos internos, rondas de acompanhamento e processos de cuidado.

Sistemas sem fio facilitam a modernização de estruturas existentes

Muitas instituições possuem uma preocupação comum: como instalar novos equipamentos sem interromper a rotina dos residentes?

Em prédios antigos ou ambientes já em funcionamento, grandes reformas podem representar custos elevados e transtornos operacionais.

Nesse cenário, soluções sem fio podem ser uma alternativa para modernizar a comunicação entre residentes e equipe.

O sistema de chamada C-400 da Platel foi desenvolvido para instituições que precisam implementar uma solução de comunicação sem depender de grandes intervenções estruturais.

Entre os benefícios estão:

  • instalação simplificada;
  • menor necessidade de obras;
  • adaptação a diferentes ambientes;
  • comunicação mais rápida entre quarto e equipe responsável.

Para gestores de casas de repouso, isso representa a possibilidade de melhorar a segurança dos residentes sem precisar interromper o funcionamento da instituição.

A importância da confirmação do atendimento pela equipe

Além de chamar ajuda, instituições precisam garantir que o atendimento realmente aconteceu.

Sistemas mais completos podem contar com recursos que auxiliam no gerenciamento da rotina da equipe, como a função presença, que permite identificar quando o profissional chegou ao local do chamado.

Essa informação contribui para:

  • acompanhar o fluxo de atendimento;
  • organizar processos internos;
  • identificar oportunidades de melhoria;
  • gerar mais controle operacional.

Em ambientes onde uma equipe precisa atender diversos residentes simultaneamente, ter informações claras sobre os chamados facilita a gestão e melhora a tomada de decisão.

Segurança também está relacionada às normas para instituições de idosos

A segurança dos residentes não depende apenas de boas práticas, mas também do atendimento a requisitos regulatórios.

A RDC 502/2021 da Anvisa, que estabelece normas para funcionamento das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), determina requisitos relacionados à estrutura física e segurança dos ambientes.

Entre esses pontos está a necessidade de sistemas de chamada de alarme nos dormitórios.

Além disso, banheiros destinados a pessoas com mobilidade reduzida precisam considerar recursos de acessibilidade e segurança, incluindo sistemas de alerta que possam ser acionados em situações de emergência.

O planejamento adequado desses ambientes ajuda a criar uma estrutura mais preparada para idosos que precisam de assistência contínua.

Quartos mais seguros significam mais tranquilidade para residentes, famílias e equipes

Criar ambientes seguros para idosos com demência exige olhar para toda a jornada do cuidado.

Uma instituição preparada entende que pequenos detalhes podem fazer diferença: a facilidade para pedir ajuda, a rapidez da resposta, a organização da equipe e a adaptação dos espaços.

Para gestores de casas de repouso, investir em sistemas de comunicação e segurança não significa apenas adquirir um equipamento, mas estruturar uma rotina mais confiável para residentes e profissionais.

Com a combinação entre tecnologia, processos bem definidos e uma equipe preparada, é possível oferecer um atendimento mais seguro, humanizado e eficiente.

Conheça as soluções da Platel para casas de repouso e descubra como melhorar a comunicação e a segurança da sua instituição.

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